ENERGIA
ENERGIA ELÉTRICA
Idec defende a participação de todas as subclasses nos
Conselhos de Consumidores da Aneel
Instituto contribui à consulta pública da agência
solicitando participação ampla de todos os setores da
população e de um órgão de defesa do consumidor
Em contribuição enviada na última quinta-feira (17/2) à
Consulta Pública aberta pela Aneel (Agência Nacional de
Energia Elétrica) a respeito da nova regulamentação que
organiza o funcionamento do Conselho de Consumidores de
Energia Elétrica, o Idec sugeriu a ampla participação de
todas as classes da população.
Para o Instituto, somente se o conselho tiver em sua
composição membros de todas as subclasses (residencial,
residencial de baixa renda, residencial de baixa renda
indígena, residencial de baixa renda quilombola e
residencial de baixa renda - beneficio de prestação
continuada de assistência social), ele poderá atingir os
diferentes interesses e necessidades de cada um.
"Cada uma destas possui necessidades diferenciadas em
relação ao fornecimento de energia elétrica", defende a
advogada do Idec, Mariana Alves.
Resolução
A audiência pública sugere uma minuta de Resolução para
substituição da Resolução 138/2000, que trata das condições
gerais para a formação, funcionamento e operacionalização
dos Conselhos de Consumidores.
O Conselho dos Consumidores é um órgão sem personalidade
jurídica, de caráter consultivo, formado por representantes
das principais classes das unidades consumidoras, com a
incumbência de opinar sobre assuntos relacionados à
prestação do serviço público de energia elétrica. Cada
distribuidora terá o seu Conselho.
O Idec também sugeriu na CP que, para a preservação dos
direitos dos consumidores, é essencial a participação de um
membro do Ministério Público ou da Defensoria Pública ou do
Procon no Conselho de Consumidores. A atual proposta da
Aneel prevê que um desses órgãos é apenas possível e não
compulsória.
Outro ponto destacado pelo Instituto na contribuição é que
deve haver por parte das distribuidoras de energia elétrica
um comprometimento com o Plano Anual de Atividades e Metas.
Ou seja, a distribuidora deverá opinar e definir as
providências que tomará em relação ao plano. Somente dessa
forma o plano proposto pelo Conselho terá efetividade.
Para Mariana Alves, o Conselho de Consumidores é muito
importante para a defesa dos direitos da população. "O tema
é de grande interesse para os consumidores e o Idec
acompanhará atentamente o processo e a atuação da Aneel",
afirmou.
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Fonte: IDEC.ORG.BR
21 de Fevereiro de 2011