ENERGIA
CPFL Piratininga deve
desativar centro de operações na região
Fonte: Jornal A Tribuna Santos
Sexta-feira, 27 de janeiro de 2012 - 23h38
Energia elétrica
A possibilidade do fechamento
do Centro de Operações da CPFL Piratininga em Santos,
que faz a distribuição de energia na Baixada Santista, já
começa a repercutir de forma
negativa. A empresa diz que não irá falar sobre a
desativação, mas ressalta projetos que
poderão solucionar problemas nas redes.
Os rumores de que o
gerenciamento das operações seja transferido para Sorocaba,
no
interior do Estado, chega em um momento delicado. Isso
porque parte da população é
obrigada a manter velas e lanternas à mão para enfrentar
apagões que vêm acontecendo
frequentemente.
Para o presidente do Sindicato
dos Trabalhadores Urbanitários da Baixada Santista e Vale
do Ribeira (Sintius), Marcos Sérgio Duarte, o Marquito, a
questão não é só trabalhista.
Muito pelo contrário. Na opinião de Marquito, o serviço
prestado à população será
impactado de maneira extremamente negativo, além de
transferir ou cortar cerca de 13
postos de trabalho.
Ele revela que durante o
horário entre 0 e 6 horas, não trabalham operadores da
região.
O serviço já é feito por trabalhadores de Sorocaba. "No dia
22 de janeiro, houve uma
queda de energia em Santos. Os operadores de Sorocaba
entraram em contato com os
eletricistas daqui, mas em determinado momento, a
comunicação via rádio caiu. O
pessoal daqui ficou sem saber o que fazer". De acordo com o
presidente do sindicato, foi
preciso mobilizar os operadores santistas.
Tentativa antiga
Fechar a Central de Santos e
transferi-la para Sorocaba não é um assunto novo. Marquito
lembra que desde 2002 a empresa tenta essa mudança. "Naquela
época nós procuramos
as Câmaras das cidades, as Prefeituras, entramos em contato
com o Polo de Cubatão e
com deputados da região. E, agora, é isso que vamos fazer",
garante.
Investimentos
A CPFL Piratininga afirma que
foram investidos mais de R$ 7 milhões na modernização da
rede elétrica da Baixada Santista somente em 2011, com a
instalação de 127 novas
chaves automatizadas, totalizando 142 equipamentos. Esse
aparelhamento inteligente
atua automaticamente sempre que ocorre uma interrupção, sem
que seja preciso a
intervenção de eletricistas no campo.
Todas as subestações da CPFL
na Baixada Santista já são 100% automatizadas, o que
permite não só efetuar transferências de carga, como
identificar preventivamente
sobrecargas de circuitos e defeitos para evitar interrupções
no fornecimento de energia
para os clientes.
Em toda a área de abrangência
da CPFL Piratininga, no período do verão, permanecerão
de prontidão 565 operadores, técnicos e eletricistas, além
de 741 atendentes, que se
revezarão em 391 postos de teleatendimento.
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